Review - Fujifilm X-T30

Um review simples e descomplicado sobre a Fujifim X-T30, uma pequena gigante


Existe vida fora das DSLR? - Um breve review da Fujifilm X-T30

O que oito anos fotografando com uma DSLR e meses testando a novíssima Fujifilm X-T30me ensinaram sobre as câmeras e a fotografia?


Um review prático da Fujifilm X-T30

Fui um dos primeiros a comprar essa pequena (sério, ela é tão pequena que mais parece uma point and shoot) mas valente câmera, lançada pela Fujifilm em março de 2019. Vale ressaltar que apesar do tamanho diminuto, a Fuji X-T30 possui o mesmo sensor utilizado na camera top de linha da Fujifilm, a X-T3, sendo capaz de entregar a mesma qualidade de imagem.

Confesso que não foi uma decisão fácil, porque sempre fotografei com Nikon, desde das APS-C para as Full Frames. Com o tempo passei a amar a marca, até mesmo torcer por ela (quem nunca fez isso, não é verdade?).

A decisão de investir em um novo sistema é sempre muito difícil, não apenas pela inércia de não querer explorar novos territórios, como pelo alto investimento que tem que ser feito, afinal, muda o fabricante do corpo, mudam as baterias e, principalmente, AS LENTES!!

Depois de muita pesquisa, criei coragem e me decidi! Uma XT-30 com uma fujinon 10-24 f4 e uma 16-55 2.8. Mas porque escolhi essa câmera? Simples! Ela tem a mesma qualidade de imagem da sua irmã mais cara, a X-T3, com pequenas diferenças referentes ao tamanho do buffer, qualidade da construção e resistência a chuva e custa cerca de 60% do preço!!!

Aproveitei uma viagem ao Japão que casou com o lançamento da câmera para comprar tudo por lá, pois o preço fica bem mais em conta caso você não tenha que arcar com os pesados impostos brazucas. Pois bem, com essa decisão, consegui reduzir boa parte do investimento necessário comprando lentes usadas e vendendo uma pequena parte do meu equipamento Nikon (sim, agora utilizo ambos os sistemas).

Mas você deve estar se perguntando, porque afinal eu quis sair da Nikon? Para isso, preciso falar um pouco sobre o que gosto de fotografar e o que aprendi sobre as DSLR ao longo desse tempo:


O que aprendi sobre as DSLR: Qualidade de Imagem, Problemas e Possível solução

Qualidade da Imagem

Sou um fotografo brasiliense e amo fotografar paisagens e casamentos, e sim, eu sei, são dois campos completamente opostos, mas, ainda assim, eu me encontrei neles. Atualmente, tenho umas D810 e uma D610 e confesso que não preciso de absolutamente nada a mais em termos de qualidade de imagem e robustez das câmeras.

Na verdade, depois de tantos anos vendendo impressões fine art, que muitas vezes ultrapassam dois metros de largura, eu percebi que as câmeras hoje entregam um resultado tão bom que eu simplesmente não vejo sentido em fazer caríssimos upgrades do equipamento. Seja para casamentos, seja para paisagens, eu sinto que a D810 é simplesmente perfeita em termos de resultado final da imagem. Sempre tive a impressão que poderia tranquilamente abrir mão de parte da qualidade por ganhos em outras áreas, o que me leva ao próximo ponto.

Problemas

Sempre sofro com um pequeno problema, a fadiga! Principalmente na hora de fotografar paisagens. Talvez aqui seja necessário esclarecer o seguinte, durante viagens, não é incomum que eu acorde as 5 da manhã em dias alternados para fotografar o nascer do sol. Com isso, me vejo obrigado a carregar todo o equipamento por longas horas (afinal, nem sempre o hotel fica perto do local a ser fotografado, não é verdade?), o que me causa exaustão física e, por consequência, faz desaparecer metade do prazer de fotografar.

Já tentei reduzir o peso ao máximo, carrego uma D810 (1.000 gramas) e uma Nikon 18-35 (385 gramas), junto com um conjunto de filtros Nisi (cerca de 350 gramas) e um tripé manfrotto (1.6 kg), totalizando cerca de 3.4 Kg, fora a mochila, baterias extras e etc. Confesso que depois de anos fazendo isso cheguei no meu limite e decidi buscar por uma solução!!

O que aprendi sobre câmeras: Equipamento é o meio, e não o fim

Comecei então a busca por uma mirrorless, uma câmera menor e mais leve, capaz de entregar a qualidade de imagem que meus clientes exigem. Apesar de Nikon e Canon terem acabado de entrar nesse mercado, minha escolha final ficou entre Sony e Fujifilm, devido principalmente a disponibilidade de lentes quando da minha decisão da compra (março/2019).

“Por depender tanto do nosso equipamento, é normal para nós fotógrafos acabarmos esquecendo que a câmera é apenas um meio, uma ferramenta a mais em nosso processo criativo”

Confesso que não foi uma escolha fácil. Por depender tanto do nosso equipamento, é normal para nós fotógrafos acabarmos esquecendo que a câmera é apenas um meio, uma ferramenta a mais em nosso processo criativo. Existe uma tendência muito grande em querer sempre o melhor e mais novo equipamento, e não há nada de errado nisso, desde que tal tendência não jogue contra o seu objetivo maior, que para mim sempre foi o prazer em fotografar.

Voltemos então ao processo de decisão com relação a qual sistema comprar. Levei em consideração o custo do sistema (cerca de 30% mais baixo para a Fuji frente a Sony), o peso (764g X 1.2kg para câmera + lente 16-35 ou equivalente) e o design da câmera que me fizeram optar pela Fuji.

Decisão feita, criei coragem, pedi a benção para a patroa (parte mais difícil) e, chegando ao Japão, fui direto as compras!


Design da câmera:

É difícil dizer que o design não é um fator importante na hora de comprar uma câmera Fuji, seu visual retrô arranca suspiros de qualquer fotógrafo, especialmente na linha X-100 e X-T. No caso da XT-30, o visual é sim muito bonito, bem acima da média do mercado, apesar de ser um pouco mais simples que suas irmãs mais caras.

O tamanho pequeno assusta e pode até ser um entrave para quem tiver mãos muito grandes (neste caso é melhor ir de X-T3 mesmo), mas eu me acostumei rapidamente. A facilidade de uso também é espetacular, com muitos botões configuráveis e anel de controle da abertura na lente. Após um pequeno período de aprendizagem, eu já era capaz de configurar a câmera rapidamente, podendo focar minha atenção ao processo de criação da foto.

“O tamanho pequeno assusta e pode até ser um entrave para quem tiver mãos muito grandes (neste caso é melhor ir de X-T3 mesmo), mas eu me acostumei rapidamente”.

Não quero perder muito tempo falando em detalhes sobre os menus, a disposição de cada botão entre outras coisas que já estão escritas em todos os outros reviews. Vou então focar no que realmente importa para mim, que é a diversão ao fotografar, o peso, a qualidade de imagem e a facilidade de edição dos arquivos.

Diversão ao fotografar e Peso:

Não tem preço poder passear o dia todo com a câmera na mochila. Desde que comprei a Fuji, perdi a preguiça de sair com a câmera para longas caminhadas durante viagens. Para casamentos ou ensaios, a redução de peso também tem seu valor, e possibilita que você foque suas energias no processo criativo, melhorando não somente sua experiência, mas também a do cliente.

“Por fim, um ganho secundário, mas muito importante. A possibilidade de trocar seu tripé por um menos robusto e mais leve”

Para viagens, a configuração XT-30 + 2 baterias + lente 10-24 (cerca de 800 gramas) é capaz de proporcionar um dia inteiro de fotografias. Para casamentos, recomendo a 35mm f1.4, que ainda não tenho, mas já pude testar, e a 16-55 2.8 (câmara + lente 16-55 pesam cerca de 1kg), que, apesar de pesada, entrega uma qualidade de imagem espetacular (aliás, isso é algo muito presente em todas as lentes Fujinon que testei, o padrão de qualidade é simplesmente fora de série).

Por fim, um ganho secundário, mas muito importante, é a possibilidade de trocar seu tripé por um menos robusto e mais leve. Como a câmera é pequena e leve, e as lentes possuem uma extensão muito menor que as lentes full frame, consegui trocar meu tripé Manfrotto de 1.8kg por um pequeno tripé de viagens, feito em fibra de carbono e que pesa apenas 1.1kg, um ganho de 700 Gramas!!!

Minha fotografia é muito dependente do uso de tripés devido as técnicas que utilizo (longa exposição e time blending) e, por isso, essa troca foi tão importante para mim.


Qualidade da imagem e cores:

Fotografo com câmeras full frame desde 2013. Em 2017, comprei a D810, uma gigante, capaz de enfrentar qualquer desafio. A qualidade da imagem sempre foi fundamental para mim, seja em casamentos, quando o alto ISO pode prejudicar bastante a qualidade do produto, seja na fotografia de paisagens, onde não é incomum receber encomendas de impressões com mais de 1.5 metros de largura. Deste modo, tomo extrema precaução com a técnica empregada visando sempre entregar um resultado consistente.

A qualidade da imagem era de longe meu maior medo ao optar por um sistema APS-C, por isso passei meses pesquisando e conversando com fotógrafos que tinham Fuji para saber qual era a opinião pessoal de cada um. E o que eu posso dizer agora que botei as mãos na câmera? Existe diferença na qualidade de imagem da XT-30 para a D810 ou até mesmo a D610? A resposta é sim, existe, mas quase sempre a diferença é muito menor do que você deve estar imaginando.

Para facilitar, vamos quebrar esse tópico em 3 partes, quais sejam, a qualidade da imagem para ensaios, casamentos e paisagens:


Qualidade da imagem para ensaios

As cores da Fuji são espetaculares para ensaios e casamentos e, muitas vezes, percebo que prefiro o resultado da minha pequena Fuji que os da D810. 

Talvez essa preferência seja devido a facilidade de manusear uma camera tão leve e pequena. Me sinto a vontade de conversar com meus clientes como se estivesse sem nada nas mãos, e essa interação realmente faz a diferença.

Nos ensaios, a única diferença que noto para minhas câmeras full frames é que a profundidade de campo é um pouco maior, devido a menor distância focal das lentes (em linguagem bem simples, uma lente 35mm APS-C equivale a uma 50mm no full frame em termos de “zoom”, mas apresenta a profundidade de campo maior e, por consequência, um Bokeh “pior”, ou seja, as fotos ficam menos desfocadas).


Qualidade da imagem para casamentos

Aqui é onde as câmeras full frame abrem vantagem por assim dizer.

O desempenho em alto ISO da D810 e da D610 são realmente bem superiores que o da X-T30 (cerca de ½ a 1 stop melhores, ou seja, uma foto com ISO 1600 na Fuji X-T30 possui uma qualidade de imagem semelhante a uma foto com ISO 2400 a 3200 na Nikon D810). No entanto, devo dizer que o desempenho da X-T30 é excelente, principalmente quando aliado a lentes fixas e claras, como a 35mm 1.4.

Atualmente, a Fuji X-T30 é minha segunda câmera para casamentos. Eu utilizo a D810 como câmera principal (geralmente com minha 105mm 2.0 defocus e uma 50mm 1.4 presa ao cinto) e minha esposa (que é minha segunda fotógrafa) utilizada a D610. Mas, definitivamente, não me sentiria desconfortável em fotografar com apenas 2 Fujis, desde que aliadas a lentes fixas e claras.

Uma observação: Para casamentos a Fuji X-T3 é mais recomendável, devido ao maior buffer, ou seja, a capacidade de tirar mais fotos em um curto intervalo de tempo.


Qualidade da imagem para paisagens

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Com relação à paisagens, noto uma pequena diferença para a D810 (essa diferença é bem menor no caso da D610). Primeiro porque sei que fotógrafos tem um terrível hábito de olhar todas as fotos com magnificação 100%, querendo atestar a “qualidade” da imagem e, neste caso, 36mp é menor que 26mp e ponto final. Dito isso, desde que a foto tenha sido bem executada, 26mp são mais que suficientes para praticamente qualquer cliente. Em outras palavras, existe uma clara diferença de resolução entre as duas câmeras, mas essa diferença provavelmente só será percebida pelo “chato” do fotografo (eu, no caso... rsrs).

O que realmente me incomoda é o dynamic range (diferença do ponto mais claro para o mais escuro que um sensor pode registrar) das câmeras APS-C. Aqui cabe uma forte ressalva. Tenho um estilo de fotografia muito particular, focado em nascer e por do sol e, sempre que possível, procuro incluir o sol nas minhas fotos. Sendo assim, essa diferença em dynamic range é muito mais grave para mim, e talvez não seja um problema para você.

"desde que a foto tenha sido bem executada, 26mp são mais que suficientes para praticamente qualquer cliente. Em outras palavras, existe uma clara diferença de resolução entre as duas câmeras, mas essa diferença provavelmente só será percebida pelo “chato” do fotografo"

Isso quer dizer que o dynamic range da Fuji XT-30 (ou X-T3) é ruim? De modo algum. Essa câmera é excelente em praticamente todos os aspectos, e esse é mais um deles. Contudo, a Nikon D810 é fora de série, e esse é provavelmente o principal motivo pelo qual eu não vendi meu equipamento Nikon para seguir 100% Fuji (muito mais que a diferença de resultado do ISO).

Essa diferença de dynamic range pode ser consertada fazendo uso de técnicas de HDR (high dynamic range) onde o fotógrafo tira várias fotos da mesma cena, variando o tempo de exposição, e depois as combina utilizando algum software. Quase sempre utilizo essa técnica, mas, mesmo assim, me sinto mais confiante com minha antiga DSLR (talvez seja apenas uma questão de tempo para se acostumar).

Além disso, vale destacar que as cores da Fuji também são levemente piores que as da Nikon e, por isso, sinto que minhas fotos ficam com tons um pouco mais pastéis sempre que a levo em detrimento da D810.


Facilidade de edição das imagens

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Sempre fotografo em RAW, não importa se for um casamento, um ensaio ou um lindo pôr-do-sol. Isso porque sempre gosto de ter a flexibilidade de editar os arquivos conforme o meu gosto. Após anos de prática editando arquivos da Nikon (utilizo uma combinação de Lightroom e Photoshop), eu me surpreendi quando fui editar os arquivos da Fuji pela primeira vez. Muitos dos procedimentos que utilizava não funcionavam nas novas fotos, e por um breve momento achei que o problema estava na qualidade do arquivo. Apenas depois consegui entender que cada arquivo RAW funciona de uma maneira e que um processo de edição que funciona nas fotos feitas por uma Nikon, nem sempre funciona nas fotos feitas por uma Fuji e vice e versa.

Um exemplo é a aplicação de nitidez (sharpening). Notei que os arquivos Fuji parecem pouco nítidos, mas que isso pode ser corrigido facilmente com a aplicação de nitidez, um procedimento rápido e simples. Provavelmente isso se deve ao sensor X-trans, que falarei mais sobre ele em breve.

Outra diferença é que devido ao menor dynamic range é mais difícil recuperar as partes “estouradas” (pixels totalmente brancos ou totalmente escuros), exigindo maior atenção na hora de fotografar.

As cores da Fuji também são muito diferentes e permitem configurações menos flexíveis que as da Nikon. É muito mais fácil obter um por do sol bem vermelho nos arquivos da Nikon, mas vale dizer que eu sempre procuro deixar as cores o mais saturadas o possível e que talvez esse não seja o seu caso (utilizo diversas técnicas para isso, mas evito mexer na configuração “saturação” do lightroom, pois esta costuma deixar as cores deveras artificiais).

Por fim, muitos me perguntam sobre os problemas gerados pelo sensor X-trans da fuji, frente aos sensores Bayer de todas as demais câmeras (para uma explicação mais detalhada acessar https://www.fujirumors.com/fujifilm-x-trans-vs-bayer-pros-and-cons-of-going-bayer-or-sticking-with-x-trans-sensor/).

É verdade, o lightroom possui um algoritmo que não é tão eficiente para ler as fotos das câmeras Fujifilm, o que pode gerar alguns problemas, principalmente em fotos de paisagens, mas que dificilmente atrapalha no caso de fotografia de pessoas (não entrarei em detalhes por se tratar de um assunto extenso e de fácil solução como falarei a seguir).

No entanto, existem algumas maneiras de contornar esse problema, a mais simples é trocar de software de edição, já que essa parece ser uma característica exclusiva do lightroom (existem vários outros softwares que não apresentam esse problema, mas que nunca foram testados por mim). A outra maneira é pagar pelo Iridient X-transformer, que converte as fotos RAW da Fuji para um arquivo facilmente compreendido pelo Lightroom. Adotei essa segunda opção e faço a conversão sempre que importo fotos de paisagens. No entanto, noto que, mesmo depois da conversão, ainda tenho que aplicar muito mais sharpenning que nas fotos da Nikon, mas como disse, esse é um problema simples e por isso não levo em consideração.

Concluindo, o arquivo RAW da Fuji é bem flexível e fácil de editar, apesar de exigir uma metodologia bem diferente do arquivo RAW da Nikon e, no caso de paisagens, exigir a troca do software de edição ou a conversão do arquivo utilizando o Iridient X-transformer.


Sistema de Foco:

Um dos pontos fortes dessa nova geração de câmeras mirrorless é o sistema de foco. Ele é extremamente rápido e muito preciso. Notei que, em ambientes muito escuros, ele costuma errar um pouco mais que a D810, mas nada que comprometa seu uso. Para ensaios e paisagens, o foco é certeiro praticamente 99% das vezes, inclusive nos modos de reconhecimento facial e do olho.

Hoje, quando tenho que fazer ensaios, quase sempre uso o reconhecimento de olho para então poder FOCAR A MINHA ATENÇÃO na composição e no direcionamento do casal. Em casamentos, evito o reconhecimento de olho/face para não ter surpresas indesejadas, do tipo, a câmera decidiu focar no olho da Tia Carmem ao invés do beijo dos recém-casados. Nestes casos, prefiro, portanto, usar o foco pontual.

Qualidade da imagem e cores:

Outros avanços da Fuji XT-30

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Por fim, existem algumas coisas tão simples que foram implementadas na fuji XT-30 que é difícil de entender porque outros fabricantes insistem em não copiar, são elas:

Temporizador programável: Uma maravilha para quem faz longas exposições, a XT-30 (e toda a linha fuji) possibilita exposições de até 8 minutos sem a necessidade de controle remoto. Todas as outras câmeras que utilizei até hoje possibilitavam apenas 30 segundos, acima disso o uso de um controle remoto se fazia necessário. Não preciso dizer o quão ruim é quando você está se preparando para tirar uma foto e percebe que esqueceu o controle remoto, ou que este está sem pilhas.

Para não dizer que o temporizador da Fuji é perfeito, após os 60 segundos ele não te permite fazer ajustes de menos de 1 stop, ou seja, após 60 segundos o tempo de exposição sobe para 2 minutos, depois para 4 minutos e finalmente, 8 minutos.

Pré Visualização da foto: Quando vou fazer uma foto no escuro e aumento o ISO, percebo que a foto que está aparecendo na tela da câmera fica mais clara, pois a máquina simula qual será o resultado final da foto antes de ela ser feita. Essa característica também é muito importante na hora de fazer longas exposições utilizando filtros ND. Conseguir visualizar como ficará a exposição antes de fazer a foto é muito importante quando você está fotografando o por do sol e deseja fazer uma longa exposição de 2 minutos. Isso porque, caso a exposição esteja errada você pode estragar a foto e perder o momento, afinal, o sol não espera.

Menu Rápido: Ele é tão útil que existe até mesmo um botão dedicado ao acesso do menu rápido. Uma vez dentro desse menu, você encontra 12 opções de configurações, inteiramente personalizáveis, que podem ser acessadas rapidamente. Dentro desse menu é possível alterar praticamente qualquer configuração da câmera, desde o timer, passando pelas famosas simulações de filme da Fuji até a qualidade da imagem (RAW, JPEG e etc).

Discrição:

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Por fim, uma característica bônus das câmeras mirrorless, em especial da XT-30, é o seu diminuto tamanho. A sua discrição faz com que o fotografo chame muito menos atenção, algo extremamente desejável nos ambientes tão inseguros das grandes cidades brasileiras. Me sinto muito mais confortável em sair pela cidade carregando uma câmera que cabe na palma da mão do que a D810, que provavelmente pode ser vista de longe, especialmente se aliada a uma lente um pouco mais volumosa.

“A sua discrição faz com que o fotografo chame muito menos atenção, algo extremamente desejável nos ambientes tão inseguros das grandes cidades brasileiras”


Conclusão

O que aprendi com toda essa história? Fácil, fotografo melhor quando estou me divertindo, me divirto mais quando não preciso carregar o telescópio Hubble na mochila. Estou disposto a abrir mão de um pouco de qualidade da imagem (menos megapixels, mais ruído quando elevo o ISO), para conseguir me divertir mais fotografando, e a FUJI XT-30 me possibilitou encontrar o ponto ótimo entre qualidade X portabilidade.

Leia o breve diálogo a seguir onde eu tento tirar quase todas as suas dúvidas.

P: Mas Paulo, a imagem é pior que a das Nikon Full Frame mesmo?

R: Sim, mas é muito boa. E é possível fotografar ensaios profissionais? Com certeza.

P: E casamentos?

R: Também! Mas neste caso lentes rápidas são ainda mais importantes que nos sistemas full frames, devido a pior performance do ISO (algo entre 0.5 stop a 1 stop pior, ou seja, a qualidade da foto da Fuji no ISO 1600 se aproxima da qualidade da foto da D810 no ISO 2500 a 3200).

P: Ta... mas eu gosto mesmo é de paisagens, posso fazer boas fotos com ela?

R: Com certeza pode! Existem limitações, principalmente em termos de Dynamic Range, mas essas limitações não são tão grandes e existem maneiras de contorná-las (ex. HDR).

P: Ok, estou quase convencido, o que você mais gosta nela?

R: O peso, meu Deus, parece um brinquedo, mas é capaz de entregar resultados espetaculares. Caso você ache a câmera muito pequena talvez seja interessante optar pela X-T3, que tem o mesmo sensor e a mesma qualidade de imagem mas com um corpo profissional, resistência a chuva e uma construção mais robusta.

P: Mas ela é leve mesmo?

R: Demais, é surreal! Mas não é só a câmera que é mais leve, as lentes também são menores e mais leves, e até o tripé utilizado pode ser menor e mais leve!

P: Bacana, e para quem você recomenda essa câmera?

R: Outra pergunta fácil! Para qualquer fotógrafo amador ou profissional incomodado com o tamanho e o peso das DSLR, e que deseja focar sua atenção e esforço no processo criativo da fotografia.


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Por trás das Lentes

Vivo na famosa e planejada cidade do urbanista Lúcio Costa e do arquiteto Oscar Niemeyer (Brasília/DF).


A paixão pela fotografia começou como hobby e, com o passar dos anos, se tornou uma das minhas habilidades. 

Tive a oportunidade de viajar por belas cidades do Brasil e de outros países espalhados pelos quatro cantos do mundo e, através de uma visão mais artística, fui capaz de capturar belas imagens que podem ser transformadas em quadros decorativos.

Com o olhar também voltado para "revelar emoções", realizo ensaios e casamentos, buscando a beleza das expressões naturais advindas do momento fotografado.

 

Na parte de ensaios, devido a grande procura, a fotografia de gestantes acabou virando minha especialidade, e amo registrar esse momento único na vida do casal.


Valorizo a espontaneidade das pessoas, buscando sempre revelar emoções e capturar a essência de momentos especiais. 

 

Afinal, a fotografia é interessante quando ela nos diz algo, quando passa algum sentimento. Um sorriso, um olhar, uma brincadeira, por exemplo, precisam convencer, não podem parecer artificiais.

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